Transplante de Pâncreas

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Transplante de pâncreas cura diabetes tipo 1

Data de Publicação: 11/10/2017

Fonte: Tiabeth   

 

Uma equipe de transplante da Universidade de Utah curou com sucesso uma mulher de 24 anos que tinha diabetes tipo 1.

Celia Weaver que vive em St. George, recebeu há cinco semanas o convite que estava esperando por anos. Celia foi diagnosticada com diabetes tipo 1 quando tinha a idade de quatro anos. Sua mãe lembra as palavras que o médico disse na ocasião: “não há cura para isso”. Aquelas palavras significaram um fardo pesado por 20 anos quando a saúde de Célia iniciou uma espiral descendente.

Há 20 anos Celia teve o cuidado de contar os carboidratos da alimentação, verificar seu nível de açúcar no sangue com constantes alfinetadas e ainda tomando doses de insulina às refeições. Mesmo com todos os seus esforços a saúde dela ficava cada vez pior.

Cinco semanas após a cirurgia Celia diz estar “cheia de gratidão”. Ela tem um novo sopro de vida e está falando sobre ter filhos num futuro breve e viver uma vida longa e feliz.

Apenas alguns anos atrás, com 19 anos de idade, Celia não se encontrava muito feliz. Ela estava perdendo as esperanças após uma neuropatia surgir em sua vida. Ela estava ficando cega dos dois olhos, ficava exausta com frequência e muitas vezes não conseguia sair da cama. Celia lembra ter tido uma conversa com sua mãe, onde ela lhe disse: “Eu estou cansada de lutar”.

Celia diz que durante uma ida a um salão de bronzeamento artificial e em seguida ao cabeleireiro decidiu que iria viver enquanto podia. Porém com o passar dos meses as complicações provenientes de seu diabetes pioraram e roubando-lhe ainda mais o que restava de sua saúde. Ela tinha uma pressão arterial baixa, mas sua frequência cardíaca era normal. Célia explica que se sentia como estivesse “correndo uma maratona o tempo todo, mesmo quando você está deitada”. A cardiologista de Célia não lhe deu muita esperança, dizendo: “Seu coração está sobrecarregado há tanto tempo que seus órgãos podem simplesmente parar de repente”.

A notícia foi devastadora para uma jovem que já esperava problemas de saúde como este, mas que surgissem somente quando estivesse muito mais velha. E pouco depois de desistir da vida em geral, Celia diz que encontrou o amor de sua vida. Ele era o filho do vizinho, e que imediatamente mudou sua vida.

De forma alguma ela se sentiria feliz em dizer: “Eu quero me casar só para ter alguém para cuidar de mim.” Seis meses depois, os dois se casaram e ela começou a pesquisar o que poderia fazer para ajudar a si mesma, quando descobriu na página de internet da Universidade de Utah sobre a possibilidade do transplante de pâncreas ser uma cura para o diabetes.

Dr. Robin Kim, diretor-executivo de transplantes da Universidade de Utah, diz que nos últimos anos os riscos de uma cirurgia foram maiores, mas grandes avanços foram feitos. Kim insiste, “Os benefícios são certamente muito maiores do que os riscos de viver com diabetes”.

Na época do chamado de Celia, o Hospital Universitário estava contratando um novo médico de transplante que estava fazendo grandes avanços em transplantes de pâncreas no Texas. Apenas nos últimos dois anos o número de transplantes bem sucedidos aumentou muito na universidade. Cerca de 85% desses transplantes foram realizados em pessoas com diabetes que apresentavam problemas renais que necessitavam de ambos os rins e pâncreas.

O caso de Celia foi o primeiro transplante de pâncreas num paciente com diabetes neste hospital. A cirurgia foi considerada um sucesso, porém ainda há um longo caminho pela frente e muitos compromissos para garantir que o órgão não seja rejeitado.

Celia não tem mais diabetes, ela parou de ficar verificando seu açúcar no sangue ou tomar insulina. Ela hoje toma um punhado de pílulas, mas diz que isso é nada se comparado ao que ela estava acostumada a lidar.

No caminho da cirurgia Celia dizia não ter medo.  “Eu ia morrer de qualquer forma, e preferia sim ir a luta”.

A luta para entrar na lista de transplante levou dois anos e a espera por um pâncreas levou outros sete meses, relativamente uma curta espera em comparação com os anos que ela havia se tratado com a doença. A mãe de Celia diz que “atender a este chamado é algo que você nunca pode se preparar, seja emocionalmente ou mentalmente”. Para Celia, “há tristeza pelo doador, porém há muito ainda para viver”.

Celia não está olhando para trás, ela diz que a cirurgia e a espera valeram à pena, acrescentando que ela não pode descrever “o quão grande eu me sinto.”

Celia Weaver quer espalhar a mensagem sobre o transplante de pâncreas e incentivar outras pessoas na sua mesma situação a buscarem por esta opção. O transplante de pâncreas está disponível para pessoas com diabetes do tipo 1 e com idade inferior a 50 anos.

Médicos da Universidade de Utah lembram a todos que os transplantes são possíveis apenas se houverem pessoas dispostas a se tornarem doadoras.

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