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Prevenção de infecções após transplante de órgãos

Data de Publicação: 12/06/2019

Fonte: healthytransplant   

Prevenção de infecções após transplante de órgãos

Como receptor de um transplante, você tem mais risco de desenvolver infecções e certos tipos de câncer porque está tomando medicamentos contra a rejeição. Os medicamentos contra a rejeição evitam que o sistema imunológico ataque o novo órgão. No entanto, também enfraquecem a capacidade natural do corpo para atacar todos os tipos de organismos que entram nele.
Todas as infecções que ocorrem em pacientes transplantados com sistemas imunológicos enfraquecidos devem ser consideradas sérias, embora a maioria não sejam fatais. É importante tomar medidas para prevenir infecções que podem afetar sua saúde. Além disso, reconhecer os sinais de uma infecção e agir imediatamente pode ajudar a prevenir que seu organismo fique doente.

Infecções contraídas durante a internação hospitalar

As Infecções que ocorrem após cirurgias e outros procedimentos hospitalares são um problema significativo em pacientes transplantados. A utilização de cateteres e cânulas intravenosas para administrar medicamentos acarreta sempre em algum risco de infecção. Alguns pacientes podem desenvolver pneumonia logo após a cirurgia. Os sinais mais comuns de uma infecção contraída durante uma internação hospitalar incluem:

  • Febre e calafrios
  • Enrijecimento, dor ou vermelhidão ao redor da incisão
  • Fluido de drenagem a partir da incisão
  • Tosse com expectoração
  • Dor ao urinar
  • Dor ou vermelhidão na área onde o cateter foi inserido
  • Diarreia ou dor abdominal, náuseas e vómitos
  • Uma dor de cabeça que dura um longo tempo

Se você acha que tem uma infecção, não se esqueça de informar o seu médico imediatamente.

Infecção contraída depois de voltar para casa

Transplantados são mais propensos a contrair uma infecção causada por diferentes tipos de organismos, uma vez que deixaram o hospital e voltaram para casa.

 

Viral

Existem vários tipos de infecções virais que pacientes transplantados podem contrair após seu retorno pra casa depois de ter alta do hospital

  • Vírus do herpes simples (VHS). Este vírus pode permanecer oculto no corpo durante anos, porém pode ativar-se novamente devido ao stress, uma doença ou imunossupressão. O VHS causa herpes labial e úlceras na pele.
  • Herpes zoster. O herpes zoster é causado pelo vírus da varicela zoster (VVZ), outro tipo de herpes vírus que causa varicela. O vírus permanece nos nervos do corpo e pode ativar-se devido a imunossupressão causada pelos medicamentos imunossupressores.
  • Citomegalovírus (CMV). O CMV é também um tipo de herpes vírus que pode permanecer oculto e voltar a ativar-se. Uma vez ativado, o CMV causa febre, baixa contagem de células brancas do sangue, dores musculares, diarreia ou infecções, por vezes, de órgãos.
  • Vírus de Epstein-Barr (VEB). O VEB causa mononucleose infecciosa. Além disso, o VEB está associado com câncer [denominado transtorno linfoproliferativo pós transplante (PTLD)] de certos glóbulos brancos.
  • Poliomavirus BK. O poliomavirus BK infecta os rins e causa danos em um transplante renal.
  • Vírus do papiloma. Alguns pacientes transplantados podem desenvolver verrugas causadas pelo vírus do papiloma. Esta família de vírus também está envolvido no câncer de colo do útero e de certos tipos de câncer de pele.
  • Vírus da hepatite B (VHB). A Hepatite B é uma infecção viral do fígado. Na maioria dos pacientes, a hepatite B resolve com o passar do tempo. No entanto, em outras pessoas pode avançar e causar danos irreversíveis ao fígado (cirrose). A infecção pelo VHB e a cirrose aumentam o risco de desenvolver câncer de fígado.
  • Vírus da hepatite C (HCV). A Hepatite C é uma infecção viral do fígado. Ela provoca inflamação no fígado e pode levar a danos irreversíveis (cirrose). A cirrose causada por infecção por HCV está associada com um risco aumentado de desenvolvimento de câncer do fígado.
  • Gripe e infecções respiratórias.
  • Vírus influenza ("gripe") é uma infecção viral do nariz e da garganta.
  • Vírus respiratório sincitial (VRS). Começa como uma infecção do trato superior respiratório, mas também pode causar pneumonia. É mais comum em crianças do que em adultos.
  • Vírus do Nilo Ocidental e vírus da encefalite equina do leste. Estes vírus são transmitidos por mosquitos. Para proteger- se de picadas de mosquitos use camisas e calças de manga comprida quando estiver ao ar livre.

Alguns vírus podem estar ocultos (latentes) e voltarem a se reativar. Infecções virais ocultas e novas podem ser diagnosticadas por um exame de sangue. Você deve estar ciente dos sinais e sintomas de infecção viral.
Existem medicamentos disponíveis para ajudar a tratar e prevenir doenças causadas por vírus. Você pode precisar tomar durante vários meses.

Infecções bacterianas

Quando o sistema imune se altera devido a drogas ou a cirurgia de transplante, o risco de infecções bacterianas é mais elevado. A infecção bacteriana pode causar febre e calafrios, diarreia, tosse, dor de cabeça, dificuldade para respirar, dor ao urinar, dor abdominal, náuseas, vômitos, exantema, ou outros sintomas. As infecções são mais fáceis de tratar, se detectadas precocemente, por isso é importante comunicar a equipe de transplante imediatamente se você acha que pode estar uma infecção.

Infecções fúngicas

Em alguns receptores de transplante, os organismos chamados fungos (tais como moldes ou levedura) podem provocar infecções. O fungo chamado Cândida pode causar manchas brancas na boca e garganta ("sapinho"). Este tipo de infecção fúngica é facilmente tratada. Outros fungos podem causar pneumonia ou outras infecções graves, incluindo meningite. A maioria dos receptores de transplantes recebem medicamentos antifúngicos para reduzir o risco de infecções por fungos, pelo menos, três meses ou mais após a cirurgia de transplante.

Tempo de ocorrência de uma infecção

Algumas infecções tendem a ocorrer no início (nos primeiros 6 meses após a cirurgia de transplante). A tabela a seguir mostra os tempos de ocorrência a que você deve estar atento a certas infecções.


As infecções mais frequentes que ocorrem 0-4 semanas após a cirurgia

Infecções frequentes que ocorrem de 1 a 6 meses após a cirurgia

Infecções frequentes que ocorrem 6 meses após a cirurgia

Infecção no local do cateter
Infecções do trato urinário
Sinusite
Pneumonia
Diarreia infecciosa

Infecções respiratórias
Infecções do trato urinário
Herpes simples vírus
Herpes zoster
Citomegalovírus
Vírus de Epstein-Barr
BK poliomavirus
Verrugas cutâneas
Hepatite B (recorrência) – transplante de fígado
Hepatite C (recorrência) – transplante de fígado

Infecções respiratórias
Infecções do trato urinário
Infecções fúngicas
Citomegalovírus
BK poliomavirus
Herpes zoster
Herpes simplex vírus

Como manter seu novo órgão fora de perigo

As infecções podem fazer mais do que deixá-lo doente. Elas podem danificar o novo órgão e aumentar o risco de rejeição. Enquanto seu sistema imunológico está "enfraquecido", devido aos imunossupressores que você está tomando, há muitas coisas que você pode fazer para evitar infecções:

  • Fique longe de pessoas que mostram sinais de doença
  • Lave as mãos com frequência
  • Use luvas ao fazer tarefas de jardinagem.
  • Evite áreas com mofo, fezes de pássaros, fertilizantes e plantas em decomposição,
  • Evite andar descalço
  • Use repelentes de insetos, especialmente ao amanhecer e anoitecer
  • Limpe o quanto antes, cortes e arranhões com água e sabão
  • Evite comer alimentos crus ou mal cozidos, e suco ou leite não pasteurizado.
  • Evite limpar lixeiras ou gaiolas. Tente não ter contato com animais vadios, patos, pintinhos e macacos. Estes animais podem transmitir doenças.
  • Se viajar para o exterior, não beba água da rede, gelo ou bebidas feitas com água da rede, suco de frutas ou leite ou produtos lácteos não pasteurizados. Além disso, evite comer frutas e legumes.

Posteriormente, publicaremos a 2º parte deste artigo sobre Vacinas e Câncer pós transplante. Aguardem!
Fonte: http://www.healthytransplant.com
Tradução: Transplante de Pâncreas

 

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