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Diabetes Tipo I

Nefropatia Diabética: Manifestação, Prevenção e Tratamento

Data de Publicação: 28/05/2012

Fonte: Kidney. org   

A nefropatia diabética é uma das complicações crônicas do diabetes, que afeta os rins, inicia-se geralmente com perda de proteína pela urina, evoluindo para a chamada glomerulopatia diabética caracterizada por síndrome necrótica, hipertensão arterial chegando à insuficiência renal crônica. Cerca de 40 % dos diabéticos tipos 1 e 10 % dos diabéticos tipos 2 desenvolvem a doença renal.
Existe uma intima relação entre glicemias cronicamente elevadas e a lesão dos glomérulos dos rins. Sabe-se que quanto melhor o controle glicêmico, menor a incidência da nefropatia diabética.


COMO SE MANIFESTA A NEFROPATIA DIABÉTICA

Geralmente a nefropatia diabética vem sempre acompanhada de outra complicação do diabetes a retinopatia, por isso notada qualquer alteração visual deve-se voltar à atenção para o estado dos rins. Detectar precocemente o inicio é possível através de um exame na urina. A presença de microalbuminúria no exame indica que doença vai se desenvolver e medidas profiláticas já são hoje disponíveis.

A doença se inicia com perda de proteína na urina, o que a torna espumosa, ao examiná-la observa-se aumento da quantidade de proteínas, chegando a níveis superiores a 10gr por 24 horas e muitas vezes ocorrem também a presença de hemácias. A consequência inicial é o inchaço dos pés depois das pernas pela tarde e nas pálpebras pela manhã. O aumento da pressão arterial pode atingir níveis altos e a função renal prejudicada se manifesta em vômitos, náuseas, fraqueza, sonolência, emagrecimento, palidez, desânimo, alteração de libido, entre outros sintomas.

A insuficiência renal é diagnosticada pelo aumento da ureia e creatinina no sangue e outras alterações como anemia, e aumento dos níveis de cálcio e potássio.

Os primeiros sinais da doença aparecem após 10 a 15 anos após o inicio do diabetes e é variável em razão do hábito de controle da glicemia, pressão arterial, e outros como colesterol e triglicérides. Após o surgimento da nefropatia, em cerca de 5 anos estabelece-se a insuficiência renal e a necessidade de diálise ou transplante.


COMO PREVENIR

Vários fatores interagem na prevenção da nefropatia diabética, a boa monitorização da glicemia, o controle do peso, dieta e atividade física constante. A pressão não deve ser superior a 120/80 mm Hg e o controle das gorduras do sangue por dieta ou medicação são importantes. Hoje em dia existe um grupo de drogas, os inibidores da enzima de conversão (ECA) que tem um efeito protetor renal indiscutível. Aqueles que tenham antecedentes de hipertensão arterial na família e os que apresentaram microalbuminúria que só aparece após esforço seria indicação para uso dos inibidores de ECA.

Os rins dos portadores de nefropatia são mais susceptíveis ao efeito tóxico dos antinflamatórios não hormonais, muito utilizados sem receita médica e as drogas usadas como contraste para coronariografia, urografia excretora e mamografia, além de alguns antibióticos que também pioram a função renal já alterada.

Complicação frequente no diabético idoso é a pielonefrite aguda que deve ser evitada por vários meios. No homem pelo exame de próstata, ultrassom e dosagem de PSA. Há remédios hoje que reduzem o tamanho da próstata e melhoram o jato urinário. A mulher que não menstrua mais é sujeita a infecções urinárias por alteração da flora vaginal. O uso local de estrogênio é uma medida útil. A bexiga neurogênica (com dificuldade para esvaziar) é também uma consequência da neuropatia diabética e a retenção urinária, além de prejudicar a função renal, facilita a infecção. Cerca de 40 % dos diabéticos tem disfunção de bexiga.

O manuseio das insulinas ou drogas hipoglicemiantes orais é importante para o diabético insuficiente renal. A insulina é degradada pelos rins e com a diminuição da função reduz-se a degradação Assim a mesma dose tem efeito mais intenso e podem ocorrer hipoglicemias, as doses e as frequências devem então ser reduzidas. Os hipoglicemiantes orais são de eliminação renal, se acumulam no sangue e causa queda de açúcar, em geral esses medicamentos deixam de ser utilizados em presença de insuficiência renal.


TRATAMENTO

A diálise e o transplante permitem hoje o tratamento com boa reabilitação. É bastante alta a taxa de reabilitação no transplante, melhorando a pressão arterial, estacionando ou melhorando a retinopatia e a neuropatia e, logicamente cura a insuficiência renal. Há maior eficiência de transplante ou diálise numa fase precoce. Diabéticos tipo 1 que já possuem indicação para transplante renal, podem se beneficiar de um transplante duplo pâncreas/ rim, tornando-se livre do diabetes ao mesmo tempo em que da insuficiência renal, evitando assim que o diabetes venha prejudicar o rim transplantado.
O portador de diabetes com disfunção renal deveria então ser sempre acompanhado por um nefrologista com experiência em diálise e transplante.

 

 

 

 

Tradução: Equipe Transplante de Pâncreas

 

 

 

 

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