Transplante de Pâncreas

Acompanhe o TP

Notícias

Diabetes, nefropatia diabética e microalbuminúria

Data de Publicação: 21/04/2016

Fonte: Transplante de Pâncreas   

Nefropatia Diabética

Os rins são o filtro do nosso organismo. São constítuidos por milhões de pequenos vasos que transportam sangue com impurezas que aqui são libertadas e eliminadas através da urina que aqui se forma.

Quando na diabetes estes pequenos vasos são lesados em grande quantidade aparece a nefropatia. A sua evolução é lenta e silenciosa. O sinal mais precoce é a perda, acima de valores normais, de proteínas na urina (microalbuminúria). Inicialmente em quantidades muito pequenas e mais tarde, já em fase não reversível, em grandes quantidades. Se a nefropatia continua a evoluir há acumulação de produtos antes eliminados (ureia, creatinina), manifestações de fadiga, cansaço e perda do apetite e caminha-se para a insuficiência renal.

Em estados mais avançados, os rins podem mesmo parar de funcionar. Se ambos os rins não funcionam deverá ser feito o mesmo trabalho que o rim fazia mas agora artificialmente. É a diálise. Na fase seguinte, e se houver condições e indicação o diabético pode ser submetido ao transplante renal.

Microalbuminúria

O que é a microalbuminúria ?

Chama-se microalbuminúria à presença de quantidades mínimas de proteínas (albumina) na urina. Numa pessoa saudável essa quantidade é muito pequena e não ultrapassa, em circunstâncias normais, os 30 miligramas por dia ou 20 microgramas por minuto. No diabético em risco de estar a desenvolver a nefropatia, essa quantidade de albumina na urina está aumentada.

O que torna a microalbuminúria uma análise tão importante ?

O doseamento da microalbuminúria é a única forma, atualmente conhecida, de detectar a tempo o início da nefropatia diabética e parece ser um marcador de maior taxa de complicações cardiovasculares futuras.

Como se diagnostica precocemente a nefropatia diabética ?

A microalbuminúria determina-se através de uma análise feita na urina.

Esta análise é obrigatória em todos os diabéticos adultos e em qualquer criança ou jovem com mais de cinco anos de diabetes e deve ser realizada, no mínimo, três vezes por ano.

Para o diagnóstico precoce da nefropatia é necessária a pesquisa de microalbuminúria.

Que fazer perante a existência de microalbuminúria ?

Em primeiro lugar, em face de uma análise de microalbuminúria aumentada ou como se diz por vezes, positiva, é sempre necessário confirmá-la uma segunda vez. Só após 2 pesquisas positivas seriadas, se pode afirmar que existe microalbuminúria.

A presença de microalbuminúria é, sobretudo, um marcador de risco para doença renal e, também, cardiovascular. Isto é, significa um aviso para o diabético de que está a caminho da doença renal e que também está em risco de vir a sofrer de doença cardiovascular. Nesta fase inicial não existem, ainda, sintomas de doença. Contudo, é nesta fase que as medidas de Prevenção se tornam mais eficazes !

Assim, torna-se fundamental:

1º - Tratar o melhor possível a diabetes: existe uma relação estreita entre o mau controle da glicemia e o desenvolvimento da microangiopatia.

2º - Manter a Pressão Arterial tão baixa quanto for possível: Por exemplo: 120/80 como limite máximo. Cabe ao seu médico estabelecer os limites e a terapêutica necessária mas cabe ao diabético reduzir o consumo de sal e procurar emagrecer se estiver com peso a mais.

3º - Não deve abusar do consumo de proteínas de origem animal na sua alimentação: aconselhe-se com o seu médico ou nutricionista.

4º - Não deve fumar e deve manter os seus níveis de lípidios (colesterol e triglicéridos) normais.

5º - Pode haver necessidade de ser medicado com um medicamento “protetor renal” pelo seu médico assistente.

A presença de microalbuminúria significa que se vai progredir para insuficiência renal ?

A resposta é não. Está comprovado que se adotarem as atitudes acima descritas, se pode evitar a progressão da nefropatia diabética e, até se pode normalizar a microalbuminúria.

Como e quando se deve fazer esta análise ?

A microalbuminúria já está incluída nas análises obrigatórias que devem ser pedidas por rotina, pelo seu médico assistente.

A urina testada deve ser a total das 24 horas ou, o que é mais cómodo, toda a urina correspondente ao período do descanso noturno. Neste caso, deve tomar nota do tempo (horas e minutos) que decorreu entre a hora em que urinou pela última vez antes de se deitar e a hora em que urinou ao levantar-se de manhã. Para quem não teve necessidade de urinar durante a noite, a urina colhida para análise é, assim, a primeira da manhã. Para quem teve necessidade de se levantar durante a noite para urinar, deve ir guardando toda essa urina e juntá-la à primeira da manhã. 

* se exercitar antes do teste ou estar desidratado pode causar elevações dos níveis de microalbumina na urina. 

Veja mais

Notícias

im Transplante de pâncreas cura diabetes tipo 1
im Dez anos curado da diabetes tipo 1
im Transplante de pâncreas acaba com 41 anos de diabetes
im Novo procedimento oferece esperança de melhora de gastroparesia em pacientes com diabetes
im Chris Schuch – Livre da insulina após transplante de células do pâncreas