Transplante de Pâncreas

Acompanhe o TP

Depoimentos

Um transplante que lhe mudou a vida

Data de Publicação: 30/08/2013

Fonte: Tiabeth   

 
                      
                                                      São menos os dadores em Portugal, mas muitos os que esperam por um transplante. Daniela Subtil, 32 anos, já esteve na lista. Hoje, agredece a nova vida, graças a um duplo transplante.

São menos os dadores em Portugal, mas muitos os que esperam por um transplante. Daniela Subtil, 32 anos, já esteve na lista. Hoje, agredece a nova vida, graças a um duplo transplante.

Tinha 13 anos quando a diabetes do tipo 1 lhe bateu a porta. Entrou sem ser convidada e instalou-se, contra a vontade de Daniela Subtil. Por isso, recusou aceitar o rótulo que a doença lhe conferiu. Recusou os cuidados que devia ter e a atenção que afastava o pior. «Sempre fui muito revoltada com a doença, não a aceitava e então fiz muita “asneira”, desde não picar o dedo, comer tudo o que me apetecia, etc.», conta ao Destak.

Com 26 anos, juntou à diabetes a retinopatia, um problema de visão decorrente de uma diabetes mal controlada. «Cheguei ao ponto de ter perdido a visão quase totalmente», recorda. Depois veio a anemia e os problemas nos rins. «Numa questão de poucos meses, a situação já estava de tal maneira avançada que comecei a fazer diálise, pois já nem urinava, absolutamente nada.»

A hemodialise transformou-se em rotina durante quase três anos. A revolta, essa não parou de aumentar. «Aquilo era sobreviver e não viver. Sempre lutei para sair, passear, divertir-me com os amigos, por mais que me custasse, porque custava bastante. Havia dias que mal tinha forças para andar.»

Até que entrou para a lista de espera, não para um, mas para dois transplantes: de rim e pâncreas. «Desde que entrei para a tanto desejada lista, não larguei mais o telefone. Um dia, saía da clínica onde fazia diálise e toca o telefone… “Estamos a tua espera no Porto”. Então lá fui eu. Não pensei em nada, se iria correr bem, se iria resultar, nada. Não senti medo nem ansiedade.»

O transplante realizou-se em Novembro 2009, quatro meses depois de ter entrado para a lista de espera. Aos primeiros meses, mais difíceis na sequência de problemas de rejeição dos órgãos, seguiu-se a calma. «Passou-se quase três anos de transplante e sinceramente, ainda vivo a “lua de mel”», conta. De tal forma que, dois anos depois do transplante, decidiu «arriscar tudo» para ter um filho. Uma gravidez de risco, «com alguns percalços pelo caminho», mas com um final feliz.

Hoje, aos 32 anos, diz-se feliz. Não fosse a crise, que lhe roubou o emprego, e estaria completa.

 

Carla Marina Mendes | cmendes@destak.pt

http://www.destak.pt/

Veja mais

Depoimentos

im Mulher que passou por dois transplantes relembra drama: 'Meu corpo não aguentava a hemodiálise'
im Carla Isolda, uma mãe vencedora
im Livia Ongaro - Transplante e Adoção - Uma história de superação e amor!
im O Milagre de um Casal de Transplantados de Pâncreas/Rim
im Uma Linda História de Mãe Doadora