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Os cuidados nutricionais com os rins dos Diabéticos

Data de Publicação: 29/08/2014

Fonte: Educação em Diabetes   
Autor: Camila Cialdini Faria

Complicações nos rins decorrentes da diabetes mal controlada, exigem cuidados especialmente com os diabéticos, em particular com a sua alimentação. A nutricionista Camila Faria explica:

Para conhecer melhor a doença e as recomendações nutricionais que as envolve, o primeiro passo é identificar seus mitos populares e quebrando falsos conceitos, esclarecendo a verdade de cada item.

Mito ou Verdade? A Alimentação do paciente com problemas renais, devido a complicações da Diabetes, deve ser realizada normalmente, mas sem carne vermelha no cardápio.

A Nefropatia diabética é uma doença do sistema renal que acomete, especificamente, os rins. Os rins têm como principal função manter o organismo, melhor dizendo a homeostase, em equilíbrio. Eles funcionam como se fossem um filtro, expulsando as substâncias tóxicas e retendo os nutrientes essenciais ao bom funcionamento do corpo. A nefropatia diabética desenvolve, em longo prazo, decorrente a Diabetes Mellitus mal controlada.

O plano alimentar na Nefropatia diabética além de ser individualizada, irá variar de acordo com o estágio da falência renal no momento da consulta.

O nutriente que mais afeta o funcionamento renal é a proteína, seja de origem animal ou vegetal, e não somente as carnes vermelhas. Com a progressão da doença, se não cuidada, há necessidade também de restrição de alguns minerais.

Mitou ou Verdade?

Mito! A alimentação do paciente renal exige suas recomendações nutricionais específicas. Neste caso, não é apenas a carne vermelha que sobrecarrega a função renal e sim, qualquer fonte proteica vegetal (feijão, lentilha, soja, chia) ou animal.

Tratamento

O tratamento da Nefropatia diabética pode ser dividido em 3 etapas, conhecidas como: Primeira, Secundária e Terciária, de acordo com o comprometimento dos rins.

Na fase primária do tratamento deve-se ter preocupação com os seguintes itens:

- Controle rígido da glicemia, acompanhando as medições bem de perto. A automonitorização glicêmica de ser realizada no mínimo 6 vezes ao dia;

- Controle da Pressão Arterial: praticar exercícios físicos e recomendações nutricionais;

- Controle da Dislipidemia (alto nível de gordura no sangue): recomendações nutricionais, melhora da qualidade da alimentação, medicamentos e atividade física;

- Suspensão do fumo, caso fumante;

Já na fase secundária do tratamento, todos os itens citados na fase primária estão incluídos e mais os seguintes itens a completam:

- Plano Alimentar com quantidade controlada de ingestão de proteína, independente da origem. Esta recomendação visa não sobrecarregar, ainda mais, o trabalho dos rins;

- A restrição do nutriente, no caso da proteína, é considerada como bem restrita e a substituições passam também a respeitar a quantidade de proteína no alimento.

- Para necessidade calórica também existem recomendações de ingestão de proteína segundo o kilograma de peso atual, podendo variar a cada momento;

- A leitura de Rótulo passe a ser ainda mais importante, pois nesse momento, são avaliados dois ou mais nutrientes do alimento: Isentos ou não de proteína, Gramas de Carboidrato, Valores de sódio;

- O Plano Alimentar deve ser elaborado por um Profissional de Nutrição;

- Dietas de grupo ou orientações gerais já não são mais suficientes nesta etapa;

- Os cuidados nutricionais com os rins dos diabéticos são de extrema importância para evitar as complicações futuras e para impedir que o grau da doença evolua. Alimentar-se bem e corretamente é a melhor maneira de cuidar

Na fase terciária da Nefropatia diabética existe uma perda irreversível e total da função renal do paciente, devendo-se introduzir, ao tratamento médico,  métodos de substituição artificial do rim, ou seja, hemodiálise, diálise e, em casos mais graves, transplante do órgão - transplante de rim ou de pâncreas/rim.

O Plano Alimentar deve ser reavaliado e adequado ao novo método de filtração, pois há necessidade de repor perdas nutricionais.

O cardápio alimentar deve ser calaculado por uma Nutricionsta, de maneira a manter mais da metada das proteinas oriundas do carne de frango, peixe ou boi, no entanto é importante lembrar que a proteìna vegetal também deve ser contida

Camila Cialdini Faria Nutricionista Clínica CRN 9: 9661 Especialidade em Diabetes – Centro de Diabetes de Belo Horizonte Educadora em Diabetes - ADJ Personal Diet - NTR Gastronomia - IGA nutricionista@farmaciadocevida.com.br

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